O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, uma das sessões mais tensas e marcantes de sua história recente. Convocada de forma extraordinária pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a sessão plenária tem como objetivo central decidir se abrirá uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes.
O caso, que expõe uma crise institucional inédita no coração do Poder Judiciário, gira em torno da Petição 16.662. O procedimento analisa a validade de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O pivô da crise: Mensagens e racha no Supremo
A crise veio à tona no início deste mês, após a revelação de detalhes dos diálogos capturados no celular de Vorcaro. Segundo os relatórios, haveria indícios de supostas orientações do magistrado ao empresário às vésperas de sua prisão, além de desdobramentos que citam contratos comerciais.
O clima de "guerra civil" nos bastidores da Corte escalou nos últimos dias. Aliados de Moraes tentaram adiar a sessão ou unificar o julgamento com as representações feitas contra o ministro André Mendonça — que era o antigo relator do caso e foi quem derrubou o sigilo dos documentos. Contudo, o presidente Edson Fachin barrou o adiamento e manteve o julgamento de Mendonça separado, agendado para o próximo dia 23 de setembro. Em meio ao embate, Fachin também assumiu a relatoria do caso e do inquérito das Fake News.
A defesa de Alexandre de Moraes
Poucas horas antes do início do julgamento, a defesa de Alexandre de Moraes protocolou uma peça de 44 páginas destinada ao plenário. O ministro quebrou o silêncio afirmando ser alvo de uma "farsa montada" com nítida "motivação político-eleitoral". Na manifestação, Moraes declarou que as suspeitas contra ele representam uma "vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia", referindo-se aos desdobramentos jurídicos que liderou nos últimos anos.
Segurança reforçada e rito da sessão
A sessão, iniciada às 10h (horário de Brasília), conta com um esquema especial de segurança no entorno e no interior do prédio do STF. O rito estabelecido por Fachin prevê:
- Abertura e leitura da ata anterior.
- Leitura do relatório pelo ministro Fachin, delimitando exatamente o que será julgado.
- Manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o comando de Paulo Gonet, que anteriormente já havia acenado pela nulidade do relatório da PF.
- Votação dos ministros, iniciando pelo relator Edson Fachin e seguindo a ordem de antiguidade.
Uma das grandes incógnitas da sessão é o quórum. O ministro Dias Toffoli já se declarou impedido de votar em questões relacionadas ao Banco Master. Especialistas apontam que há grandes chances de o julgamento ser interrompido caso algum ministro peça vista dos autos, o que suspenderia o caso por até 90 dias.
Acompanhe os desdobramentos e o resultado dessa votação histórica aqui no site Paula Caíque PE.
Clique no link abaixo
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores.
Não nos responsabilizamos por opiniões e declarações feitas por terceiros e não garantimos a veracidade ou precisão das informações contidas nos comentários. No entanto, nos reservamos o direito de tomar as devidas ações caso algum comentário esteja em desacordo com as diretrizes estabelecidas.
Paula Caíque PE